. Jornal "Perrocas" número ...
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perrocas nº66
Janeiro de 2012
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
Já estamos em 2012!
BOM ANO!
Uma receita…
Bolo Micaela
Pede ajuda a um adulto!
Ingredientes:
Confecção:
Aqueça o forno a (180ºC).
Deite a farinha num alguidar e faz-se uma cavidade no centro, onde se juntam todos os ingredientes, excepto o leite, que se juntará depois a pouco e pouco.
Amassa-se com a mão e bate-se durante 10 minutos de encontro às paredes do alguidar.
Deita-se a massa numa forma previamente bem untada com manteiga.
Leve ao forno a cozer durante cerca de + ou - 50 minutos (convém verificar se está cozido).
Depois de morno desenforme.
Sirva frio.
BOM APETITE!
Foi Rei de Portugal entre 1828 e 1834, cobrindo o período da Guerra Civil Portuguesa (1831-1834), embora, segundo ospartidários de D. Pedro , tenha sido um usurpador do título monárquico de sua sobrinha D. Maria da Glória. Por seu turno, os miguelistas contrapunham que D. Pedro perdera o direito à Coroa Portuguesa e, por isso, a designar um seu sucessor (no caso, sua filha, Dona Maria da Glória) desde o momento em que erguera armas contra Portugal, declarara a independência do Brasil e se tornara Imperador desse novo país. Com efeito, de acordo com as Leis Fundamentais do Reino, um príncipe-herdeiro que levantasse armas contra Portugal ou ascendesse ao trono de um estado estrangeiro, perderia o direito ao trono português. D. Miguel seria assim o legítimo sucessor de D. João VI, vindo a ser legitimado pelas Cortes, em 1828, em conformidade com as Leis tradicionais vigentes antes e após a revolta liberal de 1820. D. Miguel era um homem de ideais católicos e tradicionalistas, os quais defendia com frontalidade. Era pouco popular entre a burguesia, mais aberta à influência do ideário liberal, mas gozava de grande popularidade entre o povo, que, caído na miséria após as guerras contra Espanha e França, via num rei forte a figura de um salvador. D. Miguel era também um admirador do chanceler Metternich da Áustria, embora afirmasse não ser adepto de uma monarquia absoluta mas apenas pretender libertar Portugal das influências estrangeiras, principalmente das ideias da Maçonaria, que considerava nefastas. Na década de 1820, D. Miguel liderou um movimento militar contra as forças parlamentares - a Vilafrancada - de que vem a resultar a dissolução das Cortes e o restabelecimento do poder régio absoluto (independente) de seu pai, D. João VI, que nomeou seu filho "Generalíssimo e chefe do Exército". A reacção dos parlamentaristas organizou-se e projectou destronar o rei e restabelecer a Constituição de 1822, ao que D. Miguel respondeu com o que veio a ficar conhecido pela Abrilada. Em 30 de Abril de 1824, D. Miguel tenta travar a conspiração convocando as tropas de todos os quartéis de Lisboa. O corpo diplomático, contudo, intervém levando D. João VI para bordo do navio de guerra inglês HMS Windsor Castle, onde pressionam o rei a demitir D. Miguel do comando do Exército e a ordenar o seu exílio. Dois anos depois, quando o rei D. João VI morre, D. Miguel estava ainda exilado na corte de Viena de Áustria. Morto o rei D. João VI, a regência de D. Isabel Maria, em Lisboa, considerou que o imperador do Brasil, D. Pedro, seria o herdeiro do trono de Portugal. No Brasil, o imperador D. Pedro é chamado a assumir o trono português, mas este abdica em favor de sua filha mais nova, D. Maria da Glória (depois D. Maria II) e outorga uma Carta Constitucional ao reino de Portugal. Para poder voltar a Portugal, D. Miguel aceita então ficar noivo da sobrinha, D. Maria da Glória e, para poder ser nomeado Regente na menoridade desta, jura a Carta Constitucional de 1826 perante a corte austríaca, com "reserva de todos os seus direitos" e a expressa determinação de esta ser previamente aceite pelos Três Estados do reino, conforme seu decreto de outorga. À sua chegada a Lisboa D. Miguel repete, nos mesmos termos, o juramento de fidelidade à Carta e à rainha, sua prometida mulher. Pouco depois, convoca a reunião dos Três Estados do reino em Cortes, para decidir a sucessão no trono de Portugal. Em 23 de Junho de 1828, é proclamado Rei pelas Cortes Gerais do Reino, que anulam a vigência da Carta Constitucional e repõem as Leis constitucionais tradicionais. Foi reconhecido pelo Papa, Espanha e Estados Unidos da América, ficando as restantes potências na expectativa, mas aceitando porém tratar com o seu governo enquanto entidade que "de facto" exercia o poder político sobre a quase totalidade do território nacional. A não aceitação da decisão das Cortes Gerais pelo seu irmão D. Pedro e pelos liberais desencadeou a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) entre miguelistas e pedristas. D. Miguel tentou o reconhecimento internacional para seu regime, tendo até 1830 a simpatia da França e da Inglaterra. Porém, naquele ano, grandes mudanças ocorrem na conjuntura europeia: na França uma rebelião colocara no trono Luís Felipe em lugar de Carlos X; no Reino Unido, caíra o governo do duque de Wellington, antes que fosse concedido o reconhecimento a D. Miguel como monarca. A acção diplomática de Metternich, cujo soberano era sogro de D. Pedro, e pretendia que a sua neta, Habsburgo por sua mãe, estivesse no trono de Lisboa, começou também a desenvolver-se contra D. Miguel Em 1831, o imperador D. Pedro abdica do trono do Brasil em favor do filho, Pedro II, e parte para a Europa em busca de apoios para a causa de sua filha. Após obter armas e dinheiro, por intermédio de Juan Álvarez Mendizábal , reúne em Inglaterra uma força de aproximadamente sete mil soldados britânicos, regressando a Portugal para liderar em pessoa o partido liberal, na guerra contra os miguelistas. Toma o arquipélago dos Açores, de onde lança ataques navais a Portugal. Na primavera de 1834, a guerra civil vai entrar em fase decisiva. Em 22 de Abril, pelo tratado de Londres, a Inglaterra e a França decidem pôr fim ao reinado de D. Miguel em Portugal e às pretensões de Carlos María Isidro de Borbón em Espanha. Enquanto o almirante Napier desembarca tropas na Figueira da Foz, avançando por Leiria, Ourém e Torres Novas, o general espanhol José Ramón Rodil y Campillo entra em Portugal através da Beira e Alto Alentejo com uma expedição de 15 mil homens em apoio do partido de D. Pedro e de sua filha D. Maria da Glória. Na batalha de Asseiceira, as forças militares portuguesas são definitivamente derrotadas pela conjugação das forças estrangeiras aliadas às forças do duque da Terceira, que é obrigada a depor as armas, sendo o rei D. Miguel forçado a abdicar em favor de D. Maria II através da Concessão de Évoramonte (26 de Maio de 1834). Do Palácio de Vila Viçosa parte, para embarcar num navio de guerra britânico, em 1 de Junho, do mesmo ano de 1834, em Sines, com destino a Génova, tendo pernoitado pela última vez em solo português na vila alentejana de Alvalade e que sempre se lhe tinha mostrado fiel ao seu partido. Viveu no exílio primeiro na Itália, depois na Inglaterra e, finalmente, na Alemanha. Ainda ao largo da costa portuguesa, D. Miguel denuncia a Concessão, redigindo uma carta à chegada em que afirma que o acordo fora firmado sob coacção. No dia 20 de Junho faz um protesto contra a renúncia que fora obrigado a fazer dos seus direitos à coroa de Portugal. Ao fazê-lo, perde voluntariamente o direito à pensão vitalícia que Portugal ficara obrigado a pagar-lhe nos termos daquele, não lhe restando, a partir de então, qualquer fortuna pessoal, visto que já mandara entregar as suas jóias ao seu irmão D. Pedro, como contribuição para o esforço de reconstrução do País após a guerra. Passou pois a viver da boa-vontade do Papa e dos seus partidários. A oferta do seu tesouro pessoal para ajudar na reconstrução de Portugal suscitou a D. Pedro IV o comentário emocionado: "Isto são mesmo coisas do mano Miguel". D. Miguel viveu o resto de sua vida no Grão-ducado de Baden, Baden-Württemberg, Alemanha, onde se casou com a Princesa Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, que lhe deu seis filhas e um filho, Miguel, Duque de Bragança. Em 26 de Novembro de 1836, D. Miguel nomeou simbolicamente Governador do Reino do Algarve e Comandante em Chefe Interino de Todas as Tropas Realistas, Regulares e Irregulares do Exército de Operações do Sul o chamado "Remexido", líder de um grupo de guerrilheiros e ex-soldados, que se manteve fiel à causa miguelista e fez acesa resistência no território compreendido entre o Algarve e o norte do Alentejo durante mais de quatro anos após a Concessão. O que não foi caso isolado, já que se conhecem vários outros focos de luta de guerrilha ao longo de todo o país nesta época, com especial destaque no Norte de Portugal, apoiados nomeadamente pelo célebre Zé do Telhado, no Douro, e pelo Conde Almada, no Minho. Entretanto, a 26 de Outubro de 1866, morre sem nunca ter conseguido regressar e muita da sua luta pela sua legitimação pelo Reino de Portugal esmorece, apesar da continuidade que lhe foi dada pelo seu filho Miguel II de Bragança e vários que o sempre seguiram. D. Miguel de Bragança jaz desde 1967 no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa, juntamente com sua mulher, para onde foi transladado do Convento dos Franciscanos de Engelberg, em Großheubach no distrito de Miltenberg.
Sabias que...
As minhocas são animais anelídeos da classe Oligoqueta, ordem Haplotaxida, distribuídas pelos solos úmidos de todo o mundo, algumas de apenas centímetros e outras com um a dois metros de comprimento, casos nos quais são conhecidas como minhocuçus. O seu corpo é formado por anéis (segmentos corporais). São ainda conhecidas pelos nomes populares de bichoca e isca (principalmente quando usadas na pesca). Elas vivem enterradas (são animais subterrâneos), escavam galerias e canais, buscando abrigo e restos vegetais, seu principal alimento, ingerido com grandes quantidades de terra. Elas são, portanto, animais detritívoros, pois se alimentam de detritos de várias origens, que compõem o húmus.
Um provérbio…
Janeiro tem uma hora por inteiro.
Bom ano 2012
Até Fevereiro
perrocas nº65
Dezembro de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
Estamos quase de férias de Natal!
Altura de prendas e de família...
BOM NATAL E FELIZ ANO 2012!
Uma receita…
Bolo de bolacha
Pede ajuda a um adulto!
Ingredientes:
5 Gemas de ovo
250g de manteiga
250g de açúcar
2 chávenas de café
2 pacotes de bolacha Maria
150g de bolacha Maria ralada
Preparação:
1 - Bata bem as 250g de manteiga até ficar com uma textura cremosa branca.
2 - Aos poucos junte as 250g de açúcar e as 5 gemas de ovo, bata tudo durante 6 minutos. De seguida passe as bolachas Maria dentro da tigela com o café.
3 -Num prato grande coloque as bolachas molhadas no café e barre-as com o creme, faça este processo repetidamente até ficar sem bolachas, aproveite o resto do creme para cobrir o bolo por cima e à volta.
4 - Cubra o bolo com a bolacha ralada.
5 - Leve ao frio durante 4 horas até ficar sólido e fresco, sirva cortado em fatias. Bom apetite!
BOM APETITE!
O príncipe passou a infância no Palácio de Queluz, onde também nascera, e convivera com a avó paterna, que estava completamente insana. A sua mãe não lhe dava muita atenção, preferindo voltar-se para seu irmão mais novo, D. Miguel. Em 1807, D. João VI, preocupado com os acontecimentos na Europa, realizou um plano de enviar o seu filho mais velho para o Brasil e assim impedir que a mais valiosa colónia do império português pudesse sofrer o mesmo destino das colónias espanholas. Entretanto, a invasão de Portugal por tropas de Napoleão Bonaparte fizeram-no mudar de ideias e decidiu-se pela transmigração não só da família real portuguesa, mas de grande parte da nobreza portuguesa e de todo o aparato estatal do império lusitano. No Brasil, D. Pedro viveu no Palácio da Quinta da Boa Vista - Rio de Janeiro - com seu pai e o seu irmão D. Miguel de Bragança, mas também residiu na Fazenda de Santa Cruz e no Paço Imperial. Em 1818, quando tinha 19 anos, casa-se com a Arquiduquesa Dona Leopoldina, filha do Imperador Francisco I da Áustria, e de sua segunda esposa, Maria Teresa de Bourbon. Do enlace nasceram, entre outros filhos, D. Maria da Glória (1819), Rainha de Portugal como Dona Maria II, e D. Pedro de Alcântara (1825), sucessor do pai como Imperador do Brasil com o título de D. Pedro II. Viúvo desde 11 de dezembro de 1826, em agosto de 1829 contrai segundas núpcias por procuração com Amélia de Beauharnais, Princesa da Baviera, Duquesa de Leuchtenberg, neta da Imperatriz Josefina da França, esposa repudiada de Napoleão Bonaparte. Em março de 1816, com a morte de Dona Maria I, a Louca e a elevação de seu pai a Rei de Portugal, recebeu o título de Príncipe Real e Herdeiro do Trono (o irmão mais velho, Antônio Príncipe da Beira, falecera em 1801). Irrompe a revolução constitucionalista de 1820, exigindo a restituição do Pacto Colonial e o retorno da Família Real ao reino. D. João VI a ignora, mas devido à pressão popular do clero, da nobreza e da burguesia portuguesa, em 1821 decide retornar à metrópole depois de cerca de treze anos no Rio de Janeiro. Em Portugal, as Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa já iniciavam a elaboração da Constituição do reino. Mas esta decisão régia foi mal recebida no Brasil. Ao voltar a Portugal, D. João VI deixa seu filho D. Pedro I como Príncipe Regente do Brasil. Os direitos concedidos ao Brasil, entretanto, foram sendo rescindidos pelas cortes - D. Pedro alinha-se ao descontentamento brasileiro provocado pelas medidas portuguesas. Preocupada com a evolução do Brasil, a elite política portuguesa pressionava as cortes que redigiam a Constituição Portuguesa a rebaixar novamente à categoria de colónia o Brasil (que tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves). Pressionado por essas cortes, Dom João VI exigiu a volta imediata do príncipe a Portugal - foi enviada uma frota ao Rio de Janeiro, destinada a repatriá-lo - após ter recebido um abaixo-assinado com 8 000 assinaturas (conhecido como Petição do Fico) que pedia que permanecesse no Brasil, o regente recusou-se a embarcar para a Europa e, em 9 de janeiro de 1822, pronunciou, em um episódio que ficou conhecido como o Dia do Fico, a frase histórica: Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico, declarando, também, que nenhuma ordem das Cortes Portuguesas seria cumprida no Brasil sem a sua autorização. Em abril a popularidade do príncipe foi comprovada durante uma viagem a Minas Gerais. De lá seguiu para São Paulo, a fim de pacificar rebeliões na província. Em 7 de setembro, quando ia de Santos para a capital paulista, recebeu notícias de Portugal por cartas de José Bonifácio e da esposa Maria Leopoldina da Áustria, contando-lhe que havia promulgado a independência brasileira, uma vez que a corte portuguesa exigia o seu retorno e com isso não acontecendo, programava uma acção militar contra o Brasil. Foi então que, junto ao riacho do Ipiranga (São Paulo), o herdeiro de D. João VI proferiu o famoso Grito do Ipiranga: Independência ou Morte!. D. Pedro I contou, naturalmente, com o apoio do povo e, de volta ao Rio de Janeiro, em 12 de outubro, foi proclamado imperador e defensor perpétuo do Brasil. Em 1 de dezembro foi sagrado e coroado. A Independência do Brasil foi contestada em território brasileiro por tropas do Exército Português, especialmente nas regiões onde, por razões estratégicas, elas se concentravam, a saber, nas então Províncias Cisplatina, da Bahia, do Piauí, do Maranhão e do Grão-Pará (Guerra da Independência do Brasil). A Independência foi oficialmente reconhecida por Portugal e pelo Reino Unido somente em 1825. O Rei D. João VI faleceu em 10 de março de 1826. Pressentindo o seu fim, e desejando evitar que sua esposa tomasse o poder, o monarca português nomeou sua filha dona Isabel como um dos membros da regência que perduraria até que D. Pedro recebesse a notícia de sua ascensão ao trono lusitano. Pelo tratado de reconhecimento da independência brasileira, D. Pedro manteria sua posição como Príncipe Real e herdeiro da coroa portuguesa. Mas a Constituição Brasileira de 1824 proibia qualquer possibilidade de união do Brasil com outro país. Dona Isabel logo enviou um oficial para o Brasil para avisar seu irmão do falecimento de D. João VI. O Imperador tornava-se então D. Pedro IV, Rei de Portugal e dos Algarves daquém e d'além-mar, em África Senhor da Guiné, e da Conquista, Navegação, Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia, e da índia, etc. D. Pedro era defensor do Liberalismo e Constitucionalismo, enquanto o seu irmão D. Miguel era o representante da causa absolutista. A morte de D. João VI criou um problema de sucessão do trono: por um lado, D. Pedro não podia acumular os cargos de Rei de Portugal e Imperador de um Brasil independente; por outro lado, o seu irmão D. Miguel tinha participado por duas vezes em tentativas de assassínio do seu pai e não era visto com bons olhos pelos portugueses. Em 1826 D. Pedro torna-se Rei de Portugal, tendo abdicado cerca de sete dias depois em favor da sua filha Maria da Glória e regressado novamente ao Brasil, já que a Constituição brasileira não lhe permitia ser monarca de dois países. Ficou acordado que Portugal manteria a Constituição por ele aprovada e que a sua filha Dona Maria se casaria com D. Miguel. Esperava-se assim com este matrimónio selar um armistício entre liberais e absolutistas portugueses. D. Miguel aceitou o consórcio e partiu da Áustria onde estava exilado desde que realizara um golpe de Estado para destronar seu pai. Ao chegar a Portugal fez pela segunda vez (a primeira ocorrera ainda em Viena) o juramento de aceitação da nova Constituição e do casamento com sua sobrinha, assumindo a regência em nome desta. Porém, aliando-se aos sectores mais conservadores da nobreza, foi proclamado Rei de Portugal a 23 de Julho de 1828. Isto provocou o início das Guerras Liberais portuguesas, uma guerra civil entre os liberais partidários de D. Pedro e os absolutistas partidários de D. Miguel. D. Pedro viu-se assim forçado a regressar a Portugal para lutar pela causa liberal e pelo reconhecimento do direito da sua filha ao trono português. Em 1831 D. Pedro abdica da coroa do Brasil em favor de seu filho Pedro II e parte para Portugal, primeiro para os Açores, onde irá consolidar apoios e preparar uma armada capaz de invadir Portugal. O desembarque desta armada, a norte da cidade do Porto é conhecido como o Desembarque do Mindelo. Seguiram-se numerosas batalhas, com graves perdas para ambos os lados, culminando em 1834 com a vitória dos liberais, o regresso de D. Maria II à coroa e o exílio de D. Miguel para a Alemanha. As cortes de agosto de 1834 confirmam a regência de D. Pedro I, que repõe a filha no trono português. Apesar de ter reconquistado o trono português para sua filha, D. Pedro I voltou tuberculoso da campanha e morreu em 24 de setembro de 1834, pouco depois da Convenção de Évoramonte (que selara a vitória da causa liberal, de que se fizera paladino), no palácio de Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama onde nascera 35 anos antes. Ao seu lado, na hora da morte, estavam D. Amélia e D. Maria II. Foi sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora em Lisboa. O seu coração foi doado, por decisão testamentária, à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na capela-mor da igreja, ao lado do Evangelho. Em 1972 os seus despojos foram trasladados do panteão de São Vicente de Fora para a cripta do Monumento à Independência, localizado no Museu do Ipiranga em São Paulo, Brasil.
Sabias que...
A romã é o fruto da romãzeira (Punica granatum). O seu interior é subdividido por finas películas, que formam pequenas sementes possuidoras de uma polpa comestível. Segundo pesquisadores russos, a romãzeira provém do centro do Oriente Próximo, que inclui o interior da Ásia Menor, a Transcaucásia, o Irão e as terras altas do Turcomenistão, junto com outras plantas frutíferas como a figueira, macieira, pereira, marmeleiro, cerejeira, amendoeira, avelaneira e castanheira.
Um provérbio…
Natal a assoalhar e Páscoa ao mar.
Feliz Natal e
Bom ano 2012
Até para o ano amiguinhos
perrocas nº64
Novembro de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
Como vai a vida?
Uma receita…
Bolo Negro
Pede ajuda a um adulto!
Ingredientes:
125 grs de manteiga s/sal
50 grs de farinha de trigo
1 colher de (chá) cheia de fermento
1 colher de (sopa) de leite
1 pitada de baunilha em pó
60 grs de amêndoa ralada
125 grs de chocolate ralado
125 grs de açúcar
3 ovos completos
Molho de Chocolate:
125 grs de açúcar
1 colher de (sopa) de manteiga s/sal
90 grs de chocolate para culinária ralado
Confecção:
Batem-se muito bem o açúcar com as gemas até ficarem grossas, junta-se o leite, bate-se e depois o chocolate ralado, a amêndoa, e a baunilha, batendo muito bem.
À parte, batem-se as claras em castelo, junta-se uma pequena porção no preparado, mexe-se e vai-se deitando pouco a pouco, a farinha com o fermento; depois de bem ligado, juntam-se as claras batidas que se guardaram de parte.
Todo o trabalho tem que ser rápido para as claras não esperarem.
Deita-se numa forma bem untada com manteiga e polvilhada com farinha e vai ao forno médio.
Depois de cozido e desenformado, põe-se no prato onde for servido, cobre-se com uma boa porção de molho de chocolate e enfeite com chantilly.
Para fazer o Molho:
Mistura-se o açúcar com 3 dl de água e deixa-se ferver um pouco para começar a fazer ponto; deita-se imediatamente o chocolate ralado, deixe ferver um pouco para o dissolver muito bem e tira-se do lume. Junta-se-lhe a manteiga e bate-se bem.
Está pronto para cobrir o bolo.
BOM APETITE!
D. João VI de Portugal cognominado O Clemente, foi rei do reino unido de Portugaal, Brasil e Algarves. Segundo dos filhos de D. Maria I de Portugal e de seu tio Dom Pedro III tornou-se herdeiro da coroa portuguesa como Príncipe do Brasil e 21º duque de Bragança após a morte do irmão mais velho, D. José, duque de Bragança, em 1788, vitimado pela varíola. Desde 1792, dada a doença mental da mãe, assumiu o poder, assegurando a direcção dos negócios públicos, passando a despachar os decretos em seu nome; sete anos mais tarde, em 1799, e até subir ao trono, governou o país como Príncipe-regente de Portugal, pois uma Junta Médica reconheceu a impossibilidade de recuperação de sua mãe. Em 1815, com a fundação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, tornou-se Príncipe Regente do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves. O seu reinado decorre em época de grandes mudanças mundiais e em Portugal: a Revolução Francesa (1789-1799) e a consequente guerra europeia, o Bloqueio Continental, a campanha do Rossilhão, a guerra com a Espanha com a perda de Olivença, as invasões napoleónicas, a transferência da corte portuguesa para o Brasil, a revolução liberal do Porto e a independência do Brasil. Em 1793 aliou-se à Espanha no combate à Revolução Francesa, que ameaçava todas as monarquias europeias. Nessa altura, Portugal tomou parte na Campanha do Rossilhão1793-1795. Em 1801, Napoleão Bonaparte, que reiniciara a luta contra a Inglaterra, e procurava aliados, convenceu a Espanha a atacar Portugal naquela que ficou conhecida como a guerra das Laranjas. Não tendo condições de enfrentar a coligação Franco-Espanhola, o Príncipe Regente, pediu a paz, prometendo fechar seus portos à Inglaterra. Contudo, a economia portuguesa estava profundamente ligada à Inglaterra e também corria o risco de ver seus portos bloqueados pela poderosa armada inglesa. Ao mesmo tempo, Carlota Joaquina, fiel a suas origens espanholas, conspirava na corte portuguesa e procurou, inclusive, tomar a regência. O Príncipe Regente tentou ganhar tempo, mas em 1806 Napoleão I fez-lhe um ultimato: ou fechava os portos à Inglaterra ou a França invadiria Portugal. Em novembro de 1807, D. João VI decidiu pela transferência da corte portuguesa para o Brasil, evitando ser aprisionado com toda a família real, nobreza portuguesa e o governo, tornando possível manter a autonomia portuguesa a partir do Rio de Janeiro. Contudo, o fez mais dependente em relação à Inglaterra, com a imposição da abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional e o tratado Luso-Britânico de 1810, desastroso para a economia portuguesa, embora (ou por isso mesmo) decisiva para o progresso e a independência do Brasil. Enquanto isto a França invadia Portugal, com o apoio de dois corpos de exército espanhóis, sendo o corpo de exército francês comandado por Jean-Andoche Junot, que conquistou Lisboa na manhã de 30 de novembro de 1807. A notícia da invasão transformou a cidade num caos. Milhares de nobres, funcionários do alto escalão, padres e criados concentravam-se no cais tentando embarcar nos 36 navios à disposição da Coroa. Pelas ruas de Lisboa, as mulheres do povo choravam. Outros tentavam impedir à força aquela debandada geral. Junto ao porto, uma turba furiosa vaiava os fugitivos. Dom João embarcou disfarçado, temendo mais seu próprio povo do que as tropas de Napoleão. Na Bahia, em 1808, decretou a abertura dos portos às nações amigas - entre as quais, evidentemente, a Inglaterra. Em março, D. João transferiu-se para o Rio de Janeiro, transformando a cidade em sede da monarquia. Ali formou o seu ministério, aboliu a proibição da criação de indústrias, atacou e ocupou a Guiana Francesa, fundou escolas, a biblioteca real, o jardim botânico, etc. Enquanto isso, na Europa, Napoleão depunha D. Carlos IV, rei de Espanha, e no seu lugar colocava José Bonaparte, seu irmão mais velho. Após a queda de Napoleão, em 1815 o Príncipe-regente D. João elevou o Brasil a reino, por pressão inglesa e para poder sentar-se entre os plenipotenciários do Congresso de Viena; em 20 de março de 1816, morta D. Maria I, assumiu a coroa como D. João VI, o 27º Rei de Portugal em 1818. Finalmente, em fevereiro de 1821, tropas portuguesas dos quartéis do Rio de Janeiro amotinaram-se, exigindo que D. João VI retornasse a Portugal. Houve conflitos e mortes e só o rei poderia evitar uma guerra civil. Assim, nomeou Regente seu filho primogénito em 22 de abril de 1821 e quatro dias depois embarcou para Lisboa. Ao chegar, jurou a Constituição. Já o seu herdeiro, Pedro de Bragança, no entanto, recusava-se a regressar exclamando, em 9 de janeiro de 1822, ante instâncias do Senado da Câmara do Rio de Janeiro, Diga ao povo que fico!. A 7 de Setembro de 1822, Pedro declara a independência do Brasil. Proclama-se Imperador. O resto do reinado de João VI é passado em tentativas de reversão desta medida e de pacificação entre os filhos Pedro e Miguel. Contudo, a constituição jurada pelo rei vigoraria apenas durante alguns meses. Seguem-se a Vila-Francada em 1823 e a Abrilada em 1824, movimentos absolutistas encabeçados por D. Miguel. Vencido e expatriado D. Miguel, D. João VI consagra os últimos anos do seu reinado a tentar resolver o problema suscitado para Portugal pela independência do Brasil e, por altura da sua morte, sonhava ainda com a reunião dos dois países na pessoa de um só soberano. Em 1825, João VI nomeou Pedro I seu sucessor, apesar da rebeldia demonstrada, na tentativa de reunir Portugal e Brasil sob a mesma coroa. Porém, nesse ano, em 29 de Agosto, D. João VI viu-se obrigado a reconhecer a independência do Brasil e o filho como Imperador do Brasil. Foi-lhe reconhecido pelo tratado entre os dois países o título honorífico de Imperador do Brasil, embora não seja usual incluí-lo na relação dos monarcas do Brasil independente; e a esse título assinou as cláusulas do aludido tratado de reconhecimento da independência, firmado por mediação inglesa entre o Brasil e Portugal, pelo qual o Brasil assumiu dívidas contraídas por Portugal no valor de mais de 2 milhões e meio de libras esterlinas - contribuindo para desgastar a imagem do pai e do filho, João VI e Pedro I, aos olhos dos brasileiros. Faleceu em Março de 1826 após adoecer por alguns dias.
Sabias que...
Maçã é o fruto da macieira, árvore da família Rosaceae pertencente ao género Malus. A árvore é originária da Ásia Central, onde seu ancestral selvagem ainda é encontrado hoje. A maçã foi uma importante fonte alimentícia em todos os climas frios e, provavelmente, a macieira é a árvore cultivada há mais tempo. É a espécie de fruta, à excepção dos cítricos, que pode ser conservada durante mais tempo, conservando boa parte de seu valor nutritivo.
Um provérbio…
Há mil modos de morrer e um só de nascer.
Até Dezembro amiguinhos
perrocas nº63
Outubro de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
Como está a correr a escola?
Estudem... Aprendam e divirtam-se!
Uma receita…
Bolo de Chocolate e Coco
Pede ajuda a um adulto!
Ingredientes:
4 gemas de ovos
4 claras
2 chávenas de chá de açúcar
2 chávenas de chá de farinha de trigo
4 colheres de sopa de chocolate em pó
1 chávena de chá de leite gordo morno
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 pitada de sal
Para o recheio
1/2 lata de leite condensado
1/2 chávena de chá de água
6 colher de sopa de açúcar
1 pacote de coco ralado pequeno
Para a cobertura
1/2 lata de leite condensado
2 colher de sopa de manteiga
5 colher de sopa de açúcar
2 colher de sopa de chocolate em pó
Confecção:
Primeiro o bolo:
Bater as gemas com o açúcar e a pitada de sal até obter uma mistura esbranquiçada.
Juntar a farinha previamente misturada com o chocolate e o fermento, o leite morno mexendo bem
Bater as claras em castelo firme.
Envolver muito bem sem bater as claras ao preparado anterior.
Deitar o preparado numa forma sem chaminé, previamente untada com manteiga e polvilhada de farinha.
Levar ao forno quente nos primeiro 10 minutos, e nos restantes, forno brando cerca de + ou - 50 minutos (convém verificar se está cozido).
Depois de cozido, deixe arrefecer um pouco e desenforme.
O recheio:
Numa caçarola, misturar bem todos os ingredientes.
Levar ao lume mexendo sempre até engrossar um pouco.
A cobertura:
Juntar todos os ingredientes numa caçarola.
Levar ao lume mexendo sempre e deixar ferver um pouco.
Corta o bolo ao meio e rechear.
Barrar todo o bolo com a cobertura ainda quente.
BOM APETITE!
D. Maria I de Portugal (Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança) foi Rainha de Portugal de 24 de março de 1777 a 20 de março de 1816, sucedendo ao seu pai, o Rei José I. D. Maria foi, antes de assumir o trono, Princesa do Brasil, Princesa da Beira e duquesa de Bragança. Jaz na Basílica da Estrela, em Lisboa, para onde foi transladada. Ficou conhecida pelos cognomes de A Piedosa ou a A Pia, devido à sua extrema devoção religiosa à Igreja Católica. No Brasil, é conhecida pelo cognome de Dona Maria, a Louca, devido à doença mental manifestada com veemência nos últimos 24 anos de vida, depois da morte do seu filho primogénito, que ela havia recusado vacinar contra a varíola. A continuidade dinástica da Casa de Bragança ficou assegurada com o seu casamento com o tio Pedro de Bragança. O seu primeiro acto como rainha, iniciando um período que ficou conhecido como a Viradeira, foi a demissão e exílio da corte do marquês de Pombal, a quem nunca perdoara a forma brutal como tratou a família Távora durante o Processo dos Távoras. Rainha amante da paz, dedicada a obras sociais, concedeu asilo a numerosos aristocratas franceses fugidos ao Terror da Revolução Francesa (1789-1799). O seu reinado foi de grande actividade legislativa, comercial e diplomática, na qual se pode destacar o tratado de comércio que assinou com a Rússia em 1789. Desenvolveu a cultura e as ciências, com o envio de missões científicas a Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique, e a fundação de várias instituições, entre elas a Academia Real das Ciências de Lisboa e a Real Biblioteca Pública da Corte. No âmbito da assistência, fundou a Casa Pia de Lisboa. Fundou ainda a Academia Real de Marinha para formação de oficiais da Armada. A 5 de janeiro de 1785 promulgou um alvará impondo pesadas restrições à actividade industrial no Brasil. Mentalmente instável, desde 10 de fevereiro de 1792 foi obrigada a aceitar que o filho tomasse conta dos assuntos de Estado. A Família Real Portuguesa foge para o Brasil, fruto do receio de ser deposta, à semelhança do que ocorrera nos países recentemente invadidos pelas tropas francesas: Napoleão acumula o título de rei de Itália, dando o título de rei de Nápoles ao seu irmão Joseph Bonaparte; nos Países Baixos a coroa é dada a seu irmão Luís Bonaparte (Luís I da Holanda). Em 1801, o primeiro-ministro de Espanha, Manuel Godoy apoiado por Napoleão invadiu Portugal por breves meses e, no subsequente Tratado de Badajoz, Olivença passou para a coroa de Espanha. Portugal continuou a fazer frente a França e, ao recusar-se a cumprir o Bloqueio naval às Ilhas Britânicas, foi invadido pela coligação franco-espanhola liderada pelo Marechal Junot. A família real foge para o Brasil a 13 de Novembro de 1807 deixando Portugal à mercê do invasor. Junot invade Lisboa sendo nomeado governador de Portugal. A 1 de Agosto de 1808, o Duque de Wellington desembarcou em Portugal e iniciou-se a Guerra Peninsular. Entre 1809 e 1810, o exército luso-britânico lutou contra as forças invasoras de Napoleão, nomeadamente na batalha das Linhas de Torres. Quando Napoleão foi derrotado em 1815, Maria e a família real encontravam-se ainda no Brasil. Segundo consta, a rainha teve de embarcar à força. Muito religiosa, acreditava que estava indo para o próprio Inferno.
Sabias que...
A laranja é o fruto produzido pela laranjeira (Citrus x sinensis), uma árvore da família Rutaceae. A laranja é um fruto híbrido, criado na antiguidade a partir do cruzamento do pomelo com a tangerina. O sabor da laranja varia do doce ao levemente ácido. Frequentemente, esta fruta é descascada e comida ao natural, ou espremida para obter sumo. As pevides (pequenos caroços duros) são habitualmente removidas, embora possam ser usadas em algumas receitas. A casca exterior pode ser usada também em diversos pratos culinários, como ornamento, ou mesmo para dar algum sabor. A camada branca entre a casca e as gomas, de dimensão variável, raramente é utilizada, apesar de ter um sabor levemente doce. É recomendada para quebrar o sabor ácido da laranja na boca, após terminar de consumir o fruto.
Um provérbio…
Um burro carregado de livros é um doutor.
Até NOVEMBRO amiguinhos
perrocas nº62
SETEMBRO de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
A ESCOLA VAI COMEÇAR!
Divirtam-se!
Uma receita…
Broas de mel
Pede ajuda a um adulto!
Ingredientes:
3 ovos
500 g de açúcar
500 g de farinha de trigo
125 g de manteiga
125 g de banha
raspa da casca de 1 limão
2 colheres de sopa de mel
2 colheres de sopa de canela em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
açúcar baunilhado q.b.
Confecção:
Amassa-se tudo muito bem e tendem-se as broas.
Leva ao forno a cozer em tabuleiro previamente untado com manteiga ou banha e polvilhado de farinha.
Depois de cozidas e ainda quentes, passam-se por açúcar baunilhado.
BOM APETITE!
D. José I de Portugal (nome completo: José Francisco António Inácio Norberto Agostinho de Bragança; cognominado O Reformador devido às reformas que empreendeu durante o seu reinado, foi Rei de Portugal da Dinastia de Bragança desde 1750 até à sua morte. Casou, em 1729, com D. Mariana Vitória de Bourbon, infanta de Espanha. O reinado de José I é sobretudo marcado pelas políticas do seu primeiro-ministro, o Marquês de Pombal, que reorganizou as leis, a economia e a sociedade portuguesas, transformando Portugal num país moderno. A 1 de Novembro de 1755, José I e a sua família sobrevivem à destruição do Paço Real no Terremoto de Lisboa por se encontrarem na altura a passear em Belém. Depois desta data, José I ganhou uma fobia de recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda em Lisboa. Quando subiu ao trono, D. José I tinha à sua disposição os mesmos meios de acção governativa que os seus antecessores do século XVII, apesar do progresso económico realizado no país, na primeira metade do século XVIII. Esta inadaptação das estruturas administrativas, jurídicas e políticas do país, juntamente com as condições económicas deficientes herdadas dos últimos anos do reinado de D. João V, vai obrigar o monarca a escolher os seus colaboradores entre aqueles que eram conhecidos pela sua oposição à política seguida no reinado anterior. Diogo de Mendonça, Corte Real Pedro da Mota e Silva e Sebastião José de Carvalho e Melo passaram a ser as personalidades em evidência, assistindo-se de 1750 a 1755 à consolidação política do poder central e ao reforço da posição do marquês de Pombal, com a consequente perda de importância dos outros ministros. Uma segunda fase, de 1756 a 1764, caracteriza-se pela guerra com a Espanha e a França, pelo esmagamento da oposição interna - expulsão dos Jesuítas, reforma da Inquisição e execução de alguns nobres acusados de atentarem contra a vida do rei, entre os quais o duque de Aveiro e o marquês de Távora -, e pela criação de grandes companhias monopolistas, como a do Grão-Pará. Uma terceira fase, até 1772 é marcada por uma grande crise económica e, até final do reinado, assiste-se à política de fomento industrial e ultramarino e à queda económica das companhias monopolistas brasileiras. Todo o reinado é caracterizado pela criação de instituições, especialmente no campo económico e educativo, no sentido de adaptar o País às grandes transformações que se tinham operado. Funda-se a Real Junta do Comércio, o Erário Régio, a Real Mesa Censória; reforma-se o ensino superior, cria-se o ensino secundário (Colégio dos Nobres, Aula do Comércio) e o primário (mestres régios); reorganiza-se o exército. Em matéria de política externa, D. José conservou a política de neutralidade adoptada por seu pai. De notar ainda, o corte de relações com a Santa Sé, que durou 10 anos. Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.
Sabias que...
Plutão, formalmente designado 134340 Plutão, é um planeta anão do Sistema Solar e o décimo objecto mais massivo observado directamente orbitando o Sol. Originalmente classificado como um planeta, Plutão é actualmente o maior membro do cinturão de Kuiper. Como outros membros do cinturão de Kuiper, Plutão é composto primariamente de rocha e gelo e é relativamente pequeno, com aproximadamente um quinto da massa da Lua e um terço de seu volume.
Um provérbio…
Longe da vista, longe do coração.
Até Outubro amiguinhos
perrocas nº61
Agosto de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
BOAS FÉRIAS PARA TODOS!
Divirtam-se!
Uma receita…
Gelado de Melão
Pede ajuda a um adulto!
1 melão grande
120 g de açúcar
4 gemas
5 colheres de sopa de kirsch
2 colheres de sopa de sumo de limão
4 dl de natas
Tire uma tampa ao melão e escave-o cuidadosamente. Separe as sementes e fibras da polpa e coloque esta numa frigideira. Junte o açúcar e leve a lume muito brando, até o açucar ter sido completamente absorvido pelo melão.
Esmague o preparado com um garfo. Bata as gemas até estas ficarem cremosas e junte-as à polpa do melão, mexendo bem. Leve novamente a lume muito brando, para as gemas não talharem o preparado, e, batendo sempre, deixe cozer até obter uma consistência semelhante a um creme fino. Coloque o preparado numa tijela e deixe arrefecer completamente. Junte o kirsh, o sumo de limão, mexendo bem, e, por fim, adicione as natas ligeiramente batidas. Tape a tigela com papel vegetal e leve ao frigorífico durante 30 minutos. Deite o gelado numa covette, tape com uma tampa e leve a gelar 2 a 3 horas. Bata de vez em quando, para evitar que formem cristais. Coloque o gelado em taças ou na própia casca do melão, e sirva imediatamente.
BOM APETITE!
Era filho de Pedro II e de Maria Sofia. Recebeu os cognomes de O Magnânimo ou O Rei-Sol Português, em virtude do luxo de que se revestiu o seu reinado. Nasceu em Lisboa, no Palácio da Ribeira, em 22 de Outubro de 1689 e morreu em Lisboa em 31 de Julho de 1750, estando sepultado em São Vicente de Fora. Foi jurado príncipe herdeiro em 1º de Dezembro de 1697 e tornou-se o 24º Rei de Portugal em 9 de Dezembro de 1706. Morto seu irmão mais velho, do mesmo nome, em 30 de Agosto de 1688, tinha apenas um mês de vida quando foi proclamado Príncipe Herdeiro em ato solene na presença da Corte, e por morte de seu pai, em Dezembro de 1706, subiu ao Trono, solenemente aclamado no dia 1º de Janeiro de 1707. Em 1696 fora armado por seu pai Cavaleiro da Ordem de Cristo. Quando inciou o Reinado, estava-se em plena Guerra da Sucessão de Espanha, que para Portugal significava o perigo da ligação da Espanha à grande potência continental, a França. Na cidade flamenga de Utreque ou Utrecht, juntaram-se os ministros dos dois blocos. Portugal assinou um tratado com a França em 11 de Abril de 1713 e com a Espanha a 6 de Fevereiro de 1715. Em relação ao Brasil, que foi sem dúvida a sua principal preocupação, não pode impedir D. João V o enorme afluxo de emigrantes, pois se havia descoberto ouro nas Minas. Ampliou os quadros administrativos, militares e técnicos, tudo com vistas a evitar o descaminho dos quintos, o imposto sobre o ouro, reformou os impostos e ampliou a cultura do açúcar. A este estado de coisas procurou o Rei responder com o fomento industrial, mas outros problemas surgiram, de carácter social: insubordinação de nobres, quebras de disciplina conventual, conflitos de trabalho, intensificação do ódio ao judeu. Por outro lado, o facto da máquina administrativa e política do absolutismo não estar de maneira nenhuma preparada para a complexidade crescente da vida da nação, só veio agravar as dificuldades citadas. O Rei faleceu em 31 de Julho de 1750 após quase meio século de governo. Jaz no Panteão dos Braganças, ao lado da esposa, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.
Sabias que...
Neptuno é o oitavo planeta do Sistema Solar, e o último, em ordem de afastamento a partir do Sol, desde a reclassificação de Plutão para a categoria de planeta-anão, em 2006, que era o último dos planetas. É, tal como a Terra, conhecido como o "Planeta Azul", mas não devido à presença de água. Neptuno recebeu o nome do deus romano dos mares. É o quarto maior planeta em diâmetro, e o terceiro maior em massa. Neptuno tem 17 vezes a massa da Terra e é ligeiramente mais maciço do que Urano, que tem cerca de 15 vezes a massa da Terra e é menos denso.
Um provérbio…
O descuidado sempre é necessitado.
Até SETEMBRO amiguinhos
perrocas nº60
Julho de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
As férias chegaram!
Divirtam-se e brinquem muito!
Uma receita…
Bolo de maçãs
Pede ajuda a um adulto!
Ingredientes:
150 grs deaçúcar
100 grs de manteiga ou margarina
4 ovos
250 grs de farinha
2 maçãs
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de café de sumo de limão
raspa da casca de 1 limão
doce de groselha ou morango
Confecção:
Bate-se durante 30 minutos a manteiga ou a margarina com as 4 gemas e o açúcar.
Adicionam-se-lhe depois a raspa de limão e o sumo do mesmo e mistura-se tudo bem.
Batem-se as claras em castelo em castelo bem firme e juntam-se à massa, alternadamente com a farinha, que foi préviamente peneirada com o fermento.
Unta-se abundantemente com manteiga ou margarina uma forma de bolo inglês, deita-se dentro a massa e leva-se a cozer durante 5 minutos em forno médio.
Durante este tempo tira-se o coração às maçãs que se cortam ao meio.
Fazem-se depois vários golpes nas maçãs para lhes dar a aparência de leques e colocam-se sobre a superfície do bolo.
Deixa-se cozer durante mais 35 minutos.
Tira-se o bolo do forno, desenforma-se e regam-se as maçãs ainda quentes com doce de groselha ou morango.
BOM APETITE!
Terceiro filho do rei João IV de Portugal e de Dona Luísa de Gusmão, foi Senhor da Casa do Infantado. Cognominado de O Pacífico, porque em sua regência que se fez a paz com a Espanha (em 1668). Regente de 1667 a 1683, chegou ao poder por golpe de Estado no qual em 1668 depôs o irmão Rei Afonso VI de Portugal. Foi rei por morte deste em 1683. Governou portanto de facto de 1667 a 1706. Implacável com o irmão, além de o encarcerar em Sintra, deflagrou processo de anulação do casamento com Maria Francisca Isabel de Sabóia, alegando a não-consumação, por inaptidão do rei em sua relação com mulheres, obtendo de Roma e dissolução e casando-se com a cunhada. Firmou a aliança inglesa. Consolidou a independência de Portugal, com a assinatura do Tratado de Madrid em 1668, pondo fim às guerras da Restauração iniciadas em 1640. teve o decisivo apoio da Inglaterra, com base em cláusulas matrimoniais que uniram Carlos II Stuart com a irmã, princesa Catarina de Bragança, em 1661. Portugal cedeu Tânger e Bombaim, comprometeu-se a transferir para os ingleses a maioria das praças recuperadas dos holandeses, repartir ao meio o comércio da canela, instalar famílias inglesas com os mesmos privilégios dos portugueses em Goa, Cochim, Diu, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro. Em troca a Inglaterra daria suporte militar a Lisboa, protegendo embarcações portuguesas no Mediterrâneo e nas costas de Lisboa e do Porto. Em 1671 concedeu liberdade de comércio para os ingleses residentes em Portugal e deu início ao estabelecimento de manufacturas têxteis. Em 1674 sua maior preocupação foi melhorar as defesas do Reino, pedindo contribuição dos três estados para o sustento das guarnições de fronteira, seu apetrecho e obras indispensáveis em castelos e fortes marítimos. As Cortes não atenderam a totalidade do pedido, mas o grande receio estava na defesa do litoral. A descoberta de ouro no sertão de Caeté, nas Minas Gerais, no final do século XVII, deu início a uma fase de prosperidade económica e a remodelações administrativas, com a criação em 1693 da Capitania de São Paulo e Minas Gerais, e a criação da Intendência das Minas em 17o2. Numa avaliação geral, seu reinado consolidou a independência de Portugal diante da Espanha, mas foi alto o custo das concessões à Inglaterra: pelo controvertido Tratado de Methuen, de 1703, os panos de lã ingleses passaram a ser livremente comercializados em Portugal, o que levou à estagnação da indústria têxtil do Reino. Está sepultado em Lisboa no Panteão dos Braganças.
Sabias que...
Urano é o sétimo planeta a partir do Sol, e tem o terceiro maior raio planetário e quarta maior massa planetária do Sistema Solar. Foi nomeado em homenagem ao deus grego da antiguidade Urano, o pai de Cronos (Saturno) e o avô de Zeus (Júpiter). Embora seja visível a olho nu assim como os cinco planetas clássicos, nunca foi reconhecido pelos astrónomos antigos com um planeta por causa de sua obscura e lenta órbita. William Herschel anunciou a sua descoberta em 13 de maio de 1781, expandindo as fronteiras do Sistema Solar pela primeira vez na história moderna. Urano foi também o primeiro planeta descoberto através de um telescópio.
Um provérbio…
Não declares que as estrelas estão mortas
só porque o céu está nublado
Até Agosto amiguinhos
perrocas nº59
Junho de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
A escola vai acabar este mês!
Depois são as férias!
Uma receita…
Bolo da Tia Emília
Pede ajuda a um adulto!
Ingredientes:
Confecção:
Batem-se as gemas com o açúcar até obter uma mistura homogénea.
Junta-se o sumo e a raspa do limão e depois o leite e a canela. batem-se as claras em castelo firme, e adiciona-se á mistura anterior alternando com a farinha sem bater.
vai ao forno em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Nota: este bolo é muito grande e leva muito tempo a cozer.
É o ideal para acompanhar com o chá ou com leite para as crianças.
BOM APETITE!
Nascido apenas como infante de Portugal, D. Afonso não estava destinado a reinar nem foi preparado para tal, em virtude do herdeiro da coroa ser o seu irmão mais velho, o brilhante príncipe D. Teodósio de Bragança. A sua formação foi pouco cuidada, à semelhança dos restantes irmãos, o que se confirma quando D. Catarina parte para a Inglaterra, em virtude do seu casamento com o rei Carlos II, quase sem saber falar inglês.
Ao contrário dos seus irmãos, Afonso passou a sua infância e juventude em Lisboa, num ambiente tenso e mergulhado em preocupações políticas, governativas, militares, entre outras. Com 3 ou 4 anos de idade, atinge-o uma «febre maligna» que lhe afecta o lado direito do corpo e que se repercutirá na sua vida em variados aspectos, desde políticos a familiares e sexuais. Uma doença do sistema nervoso central, pensa-se hoje, talvez uma meningoencefalite, uma doença de foro nervoso. A morte do irmão, D. Teodósio, sucede-se a 13 de Maio de 1653 e, a 17 de Novembro do mesmo ano, falece D. Joana. Passa Afonso para a ribalta como novo herdeiro do trono de Portugal. Volvidos três anos, falece D. João IV, deixando como sucessor Afonso, cuja idade ainda não lhe permitia governar e com capacidade mental duvidosa para assumir a função. A regência de D. Luísa centrou-se, inicialmente, na organização do governo de modo a impor-se às facções palacianas em jogo. Nomeia então, D. Francisco de Faro, Conde de Odemira, para aio de D. Afonso e mantém os oficiais da Casa Real que exerciam tais funções no tempo do seu marido. Surgem então na vida do jovem rei dois jovens cortesãos que lhe restituem as amizades perdidas. São eles D. Jerónimo de Ataíde (um dos filhos da célebre Filipa de Vilhena), e D. Luís de Vaconcelos e Sousa, que ficou para a História como o célebre conde de Castelo Melhor, título que lhe pertencia. Como diz Veríssimo Serrão, «não [se aproximaram de D. Afonso] porque lhes conviesse a vida escandalosa deste mas porque sentiam que o favor régio estava a seu alcance logo que ele tomasse o poder.» Mereceu D. Afonso o epíteto de O Vitorioso, por no seu reinado Portugal ter vencido a Espanha em várias batalhas da Guerra da Restauração. Em dez anos, mais ou menos o tempo em que combateu o país vizinho, diz António Pereira de Figueiredo, que «alcançou tão grande nomeada, que ninguém se pode comparar com ele no número de vitórias e na glória que delas resultou». Antes, todavia, deflagra uma crise política no seio da corte, que opõe D. Luísa a D. Afonso, mãe e filho, pelas rédeas do Poder. A rainha chegou a encarar a hipótese de o infante D. Pedro, seu 3º filho, vir a ser jurado herdeiro do trono, para o que recebeu a Casa do Infantado, ainda no tempo de D. João. Mas tendo falhado o golpe palaciano de 1662, que visava o desterro de António Conti no Brasil ou, talvez mesmo, a prisão do monarca, abriu-se o processo que levou ao termo da regência em 23 de Junho de 1662, à entrega do poder efectivo ao rei. Foi a regente, D. Luísa de Gusmão, quem nomeou os condes de Castelo Melhor e Atouguia como aios do jovem monarca, mas essa nomeação iria voltar-se contra as suas pretensões e afastá-la definitivamente do poder do reino. Não oferece dúvida que foi o conde D. Luís o cérebro da manobra que afastou a rainha da vida pública, tendo nela participado o conde de Atouguia e Sebastião César de Meneses. Ambos levaram o rei para Alcântara, para onde convocaram a nobreza, retirando-se ao Paço da Ribeira o centro de decisão política. Para alcançar o poder, foram dois os argumentos de D. Afonso: a busca de meios para defrontar a ameaça que representava Castela e poupar a sua mãe do «contínuo trabalho» que lhe cabia como regente.
Após a crise de 1662 que lhe concede o poder efectivo, D. Afonso VI logo reconheceu os préstimos do conde D. Luís ao nomeá-lo criado de escrivão da puridade, fiando-lhe «os maiores negócios do reino». Se o reino usufruiu da eficiente regência de D. Luísa de Gusmão, também nada perdeu com a troca, pois D. Luís, aos comandos da administração pública demonstrou a garra de um verdadeiro estadista, como refere Veríssimo Serrão. Essa firmeza política demonstrou-a na condução das grandes batalhas que se seguiriam à tomada de posse de D. Afonso. Este curto espaço de tempo entre a queda da regente e a chegada de Castelo Melhor ao poder, foi predominante para a diplomacia portuguesa e para o comércio internacional. D. Catarina de Bragança, que anteriormente já havia sido proposta por Frei Domingos do Rosário, diplomata português, como esposa de Luís XIV, viu tal proposta ser recusada por influência de Mazarino. Surge então o tratado anglo-luso de 1661, que visava o apoio mútuo entre o Portugal e a Inglaterra e, em virtude do tratado, a princesa portuguesa é proposta em casamento a Carlos II de Inglaterra, que aceita. Em causa estava também um vasto dote que Portugal teria que pagar pelo matrimónio, razão pela qual D. Luísa, ainda como regente, teve que recorrer à ordem da Junta dos Três Estados para conseguir o dinheiro necessário, visto que o pagamento, por exigência do rei inglês, deveria ser feito o mais brevemente possível. A 25 de Abril de 1662, a irmã de D. Afonso parte rumo ao seu novo reino. A França, por sua vez, não faz nenhuma objecção a este tratado, apesar da sua rivalidade com a Inglaterra, graças ao apoio do ministro Turenne, que permitu a vinda do general alemão Schomberg mais 600 oficiais e soldados para servir na fase mais crítica das guerras da Restauração. Ver Espanha enfraquecida face à hegemonia da França, de certo correspondia aos objectivos de Luís XIV. Assim, além de não hostilizar o tratado, a França firmou o tratado de liga formal com D. Afonso VI, que contribuiu posteriormente para a paz com Espanha. Um grupo de nobres que incluía também o marquês de Marialva, o conde de Sarzedas, o conde de Vila Flor, conseguiu derrubar o conde de Castelo Melhor. A 27 de Outubro a Câmara de Lisboa pediu a convocação imediata das Cortes, enquanto Castelo Melhor se exilava num mosteiro de arrábidos perto de Torres Vedras, exilando-se depois nas cortes de Sabóia, França e da Inglaterra (sua situação só se desanuviou depois da morte da Rainha em 1683). A Rainha deixou o Paço em 21 de Novembro, recolhendo-se ao convento da Esperança em clausura com suas damas e oficiais, no que se considerou grande escândalo. Após seu afastamento em 1667 D. Afonso foi compelido por sua mulher, Maria Francisca, e irmão, Pedro, a abdicar do trono no dia 22 de Novembro. O infante D. Pedro justificou a tomada do governo pela exigência do «Senado lisboeta». D. Afonso foi banido para a ilha Terceira, nos Açores. Tais actos foram sancionados pelas Cortes de Lisboa de 1668. O rei morreu em Sintra, em 1683 depois de preso durante 9 anos no Quarto com seu nome no Palácio Real de Sintra. Sua morte, se diz ter sido por envenenamento, após deposto pelo irmão Pedro II, que veio a casar com a sua mulher. Apenas saía do quarto para se dirigir à Capela do Palácio.
Sabias que...
Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar, com uma órbita localizada entre as órbitas de Júpiter e Urano. É o segundo maior planeta, após Júpiter, sendo um dos planetas gasosos do Sistema Solar, porém o de menor densidade, tanto que se existisse um oceano grande o bastante, Saturno flutuaria nele. Seu aspecto mais característico é seu brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra. Seu nome provém do deus romano Saturno.
Um provérbio…
Nunca foi um bom amigo
quem por pouco quebrou a amizade
Até JULHO amiguinhos
perrocas nº58
MAIO de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
Não se esqueçam de brincar!
Uma receita…
Bolo Cubano
Pede ajuda a um adulto!
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Ingredientes 150g de manteiga 2 ovos 400g de açúcar 200g de farinha de trigo 1 colher (chá) de fermento 145g de coco 1 xicara (chá) de leite Creme 2 colheres (sopa) de cacau 2 colheres (sopa) de manteiga 1 xicara (chá) de açúcar 1/2 colheres (chá) de baunilha Confecção: |
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BOM APETITE!
Por via paterna era trineto do rei Manuel I de Portugal, através da duquesa D. Catarina, infanta de Portugal sua avó paterna. Ficou para a história como O Restaurador (por haver sido restaurada a independência nacional, pois antes Portugal estava sendo dominada por uma Casa Real estrangeira, a Casa de Habsburgo, tendo acontecido isto por casamentos entre a realeza portuguesa e a do Reino de Espanha) ou O Afortunado (por aparentemente, uma vez "caída a coroa na sua cabeça", não ter querido reinar, e só se ter decidido após a intervenção da esposa).
A Casa de Bragança tinha grande prestígio no reino e o oitavo duque tinha a vantagem de beneficiar da crescente degradação do governo filipino e de um ambiente mais propício à revolta, haja vista os excessos da tributação lançada por Olivares. O duque ajudou a construir sua própria imagem de homem não comprometido e permitiu que o erguessem como reserva única da Nação sedenta de autonomia política.
Quando em Agosto de 1633 visitou o marquês de Ferreira em Évora, com seu irmão D. Alexandre, «a cidade acolheu-o com as marcas próprias de um soberano, na desejada antevisão de sua realeza». Para Veríssimo Serrão, «pode aceitar-se que o projecto de uma revolta tenha depois ocorrido no Paço de Vila Viçosa, no convívio do duque com dois precursores da ideia: o secretário João Pinto Ribeiro e Pedro de Mendonça Furtado, alcaide de Mourão.» A versão de que não queria tomar a chefia do movimento por receio ou hesitação nasceu porque seu desejo, «por não sentir a madureza do fruto», estava em aquietar o povo, por entender que motins trariam a inevitável reação da coroa espanhola. Teria também havido uma sondagem junto de seu irmão D. Duarte, que combatia no exército imperial e chegou a Lisboa em 12 de Agosto de 1638, para «concertar os negócios da sua fazenda», em viagem de carácter particular. Mas sabe-se que o duque não quis arriscar o futuro e se limitou a promessas de auxílio no caso de o movimento triunfar.
No dia 1º de Dezembro, de manhã muito cedo, dirigiram-se os fidalgos e os seus criados, todos bem armados, ao Paço da Ribeira, aonde rompendo por ele dentro, entraram nos aposentos da princesa regente, a vice-rainha Margarida Gonzaga, duquesa viúva de Mântua, prima do rei Habsburgo, que facilmente dominaram, passando a procurar então a Miguel de Vasconcelos, o português traidor secretário de Estado, aliado do valido castelhano Olivares no seu recente projecto de anexação de Portugal e outros reinos a Castela, no quadro de uma centralização à francesa, inspirada no modelo de Richelieu, que desejava aplicar à multifacetada monarquia hispânica filipina em bloco.
O principal comando da operação parece ter estado nas mãos de D. Miguel de Almeida, futuro conde de Abrantes, de Jorge de Melo, irmão do Monteiro-mor, de D. Antão de Almada, que veio a ser o primeiro embaixador em Londres, e de João Pinto Ribeiro, agente do duque de Bragança em Lisboa. Após eles, outros fidalgos - todos filhos segundos - como D. João da Costa, D. Gastão Coutinho, João Saldanha da Gama, Manuel de Melo, os dois referidos irmãos António Teles da Silva e Fernão Teles de Meneses, D. António Mascarenhas e outros. Esta delegação da responsabilidade da insurreição nos filhos segundos das casas fidalgas, a exemplo do que em outras várias ocasiões sucedeu na História de Portugal até ao século XIX, permitia manter a salvo de consequências maiores e mais graves as mesmas, se a insurreição viesse a falhar, permanecendo oficialmente os chefes de casa fiéis à ordem reinante, e ignorantes da conspiração da juventude.
Naquele tempo as notícias viajavam por mensageiros e portanto demoravam a chegar ao destino. O Duque de Bragança aguardava no Palácio de Vila Viçosa o resultado da conspiração e, segundo os documentos da época, só soube a boa-nova no dia 3. Muitos outros mensageiros espalharam-se por todo o país a cavalo, levando consigo cartas para as autoridades de cada terra se encarregarem de aclamar o novo rei. A aclamação em todo o território português fez-se pacifica e alegremente, desde Bragança ao Algarve, desde o Minho à Madeira, de Lisboa a Macau, passando pelo Brasil, África e Índia: excepto na cidade de Ceuta, que dependia excessivamente por então do suporte militar e alimentar por parte da sua vizinha Castela, a quem continuou ligada. Por todo o lado as populações explodiam de felicidade.
D. João IV chegou a Lisboa na noite de 6 de Dezembro. Nos dias seguintes houve festejos, procissões e iluminações públicas. Enquanto se preparava a cerimónia da aclamação, o rei ocupava-se a nomear embaixadores, que deveriam partir a fim de que os países estrangeiros reconhecessem a alteração dinástica em Portugal, e generais, que deviam encarregar-se da defesa das fronteiras e dos portos. Ninguém tinha dúvidas que o tirano destronado Filipe III, e sobretudo o seu valido castelhano Olivares, não iriam cruzar os braços. Decerto este trataria de preparar exércitos para invadir Portugal. A notícia da aclamação da casa de Bragança chegou a Madrid a 7 de Dezembro, levada por um estafeta castelhano ao serviço do governador de Badajoz. Como era de prever, os castelhanos acusaram de traição não só ao Duque de Bragança mas a todos os que tinham participado no movimento palaciano. No entanto, as tropas castelhanas não marcharam logo para a fronteira portuguesa porque estavam demasiado ocupadas e dispersas nos teatros da Guerra dos Trinta Anos, e nomeadamente com a revolta da Catalunha suportada militarmente pela França de Richelieu, o que deu tempo aos portugueses para se organizarem na defesa.
No dia 15 de Dezembro de 1640, foi alçado e aclamado solenemente em Lisboa D. João IV. A cerimónia decorreu num grande teatro de madeira armada, revestido de preciosos panejamentos, contíguo à engalanada varanda do Paço da Ribeira, e com ela comunicante. Varanda pela qual saiu o novo rei em complicado e demorado cerimonial hierárquico para o Terreiro defronte aonde, diante da Nobreza, do Clero e do Povo de Portugal, jurou manter, respeitar, e fazer cumprir os tradicionais foros, liberdades e garantias dos Portugueses, violados pelo seu antecessor estrangeiro.
É também de frisar que D. João IV, no acto da coroação, coroou rainha de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, colocando-lhe aos pés a coroa de rainha, e que a partir desse momento ficou estabelecida como padroeira de Portugal. Esta acção repercutiu-se até hoje, na devoção dos portugueses a Nossa Senhora, patente no número largo de orações e cânticos que evocam Nossa Senhora e Portugal como pares.
O Rei faleceu em 8 de Novembro, devido ao «mal da gota e da pedra» de que fala o conde da Ericeira, doença que se manifestara em 1648. Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. No seu testamento, datado de 2 de Novembro de 1656, confiou a regência à mulher, D. Luísa de Gusmão.
Sabias que...
Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa e o quinto mais próximo do Sol. Possui menos de um milésimo da massa solar, mas 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas em conjunto. É um planeta gasoso junto com Saturno, Urano e Neptuno. Estes quatro planetas são por vezes chamados de planetas jupiterianos ou planetas jovianos. Júpiter é um dos quatro gigantes gasosos, isto é, não é composto primariamente de matéria sólida.
Um provérbio…
Não há que ser forte. Há que ser flexível.
Até JUNHO amiguinhos
perrocas nº57
Abril de 2011
Olá amiguinhos e amiguinhas
de todas as idades, cores e lugares...
Estamos quase de férias!
Aproveitem as férias da Páscoa!
DIVIRTAM-SE, BRINQUEM E APRENDAM!
Uma receita…
Baba de Moça
Pede ajuda a um adulto!
1 litro de leite (desnatado ou integral)
1 lata de leite condensado
3 gemas de ovo
3 colheres de sobremesa de amido de milho
1 colher de café de essência de baunilha (opcional)
3 claras em castelo bem duras
6 colheres de sopa de açúcar
Prepara uma forma com calda de açúcar, cobrindo o fundo. Para o pudim, mistura todos os ingredientes (cuidado com o amido de milho, mistura com um pouco de leite frio antes, para não granular) e leva ao lume médio, mexendo sempre com colher de pau, até engrossar. Despeja na forma com calda e reserva. Com as claras em castelo bem duras, acrescenta aos poucos (sempre batendo) o açúcar, até obter um suspiro consistente. Despeja o suspiro sobre o pudim, e leva ao forno até dourar o suspiro. Retira do forno e deixa gelar.
BOM APETITE!
Nasceu em Valladolid e morreu em Madrid e teve os apelidos de o Gordo, El Grande, o Rei Planeta. Foi, como Filipe III, rei de Portugal, de Nápoles, da Sicília, rei titular de Jerusalém, rei da Sardenha. Príncipe das Astúrias, aclamado rei da Espanha em 31 de março de 1621 aos 16 anos. Rei dos Países Baixos, foi Duque de Milão, Conde da Borgonha e Conde de Charolais, Conde de Artois. Reinou 44 anos. Envolvida em guerras, a Espanha teve momentos difíceis. No Brasil, em 1621, favoreceu a divisão em dois Estados: o Estado do Brasil, com as capitanias ao sul do Rio Grande do Norte actual, e o Estado do Maranhão, do cabo São Roque à Amazônia. Em 1640, Portugal restaurou a independência de Espanha através de um golpe organizado pela aristocracia e classe média do país, descontentes com o domínio espanhol. Seria posta no trono outra dinastia, iniciada por D.João IV, o duque de Bragança. A tirania do governo do duque de Olivares foi uma das causas das revoltas na Catalunha e em Portugal. O descontentamento dos portugueses tinha levado o duque a colocar à frente do governo de Portugal a duquesa de Mântua, sendo secretário desta Miguel de Vasconcelos. Em 1 de Dezembro de 1640 estalou a revolta em Lisboa, tendo rapidamente alastrado ao resto do país. A 15 do mesmo mês de Dezembro foi coroado D. João como rei de Portugal. Filipe IV procurou ainda impedir a revolução, entrando numa guerra com Portugal que terminou em 1668. A Companhia das Índias Ocidentais, criada pelos holandeses, invadiu o Brasil em 1624 conquistando a cidade de Salvador e por lá permanecendo durante quase um ano, até à reconquista levada a cabo por uma armada ibérica em 1625. Em 1630, Pernambuco caiu nas mãos da mesma Companhia e, no ano seguinte, Recife e Olinda, que passaram a ser administrados por Maurício de Nassau. Goa, Macau, Angola e Guiné eram sítios onde se sentia a pressão dos holandeses. Em 1 de Dezembro de 1640, um grupo denominado de Os Conjurados invadiu o Palácio da Ribeira, residência da Duquesa de Mântua e matou a tiros Miguel de Vasconcelos, ao serviço dos espanhóis. É então consumada a Restauração do Reino, acabando-se o poder da Dinastia Filipina em Portugal. Deram-se em seguida grandes batalhas, como as das Linhas de Elvas, do Ameixial, de Castelo Rodrigo, terminando a campanha. da Independência com a de Montes Claros, em 1665. Filipe faleceu nesse mesmo ano, pouco depois desta batalha.
Sabias que...
Marte é o quarto planeta a contar do Sol. De noite, aparece como uma estrela vermelha, razão por que os antigos romanos lhe deram o nome de Marte, o deus da guerra. Os chineses, coreanos e japoneses chamam-lhe "Estrela de Fogo. Executa uma volta em torno do Sol em 687 dias terrestres. Marte é um planeta com algumas afinidades com a Terra: tem um dia com uma duração muito próxima do dia terrestre e o mesmo número de estações.
Um provérbio…
As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas.
. As minhas propostas
. Unidade de Transição de Messines
. Alfy
. Leme